Não é só tecnologia. É liderança, engajamento e um time jogando junto que fazem grandes migrações acontecerem.
Migração para S/4HANA:
Grandes migrações não acontecem por acaso: o papel do time, da liderança e do engajamento na jornada para o S/4HANA
A migração do SAP ECC para o S/4HANA já deixou de ser uma discussão sobre se vai acontecer. Hoje, a pergunta real é: como fazer essa transformação acontecer da forma certa — e com sucesso?
A resposta, cada vez mais clara nas grandes organizações, vai muito além da tecnologia.
Projetos dessa magnitude não falham por falta de sistema. Eles falham — ou têm sucesso — por causa de pessoas, liderança e execução em conjunto.
E foi exatamente esse o ponto central de uma conversa que conduzimos recentemente no SAP House, em São Paulo.
Muito além da tecnologia: o que realmente define o sucesso
Ao longo dos últimos anos, vimos empresas estruturarem projetos sólidos, com boas ferramentas e parceiros experientes — e ainda assim enfrentarem desafios críticos na execução.
Por outro lado, também vimos grandes organizações conduzirem algumas das maiores migrações da América Latina com sucesso.
O que diferencia esses cenários?
Não é apenas o plano.
É a forma como o plano é executado.
Como foi reforçado no evento:
“Grandes conquistas não acontecem por acaso.”
Elas acontecem quando existe:
- Alinhamento claro entre áreas de negócio e TI
- Liderança ativa durante momentos de pressão
- Engajamento contínuo de toda a organização
- Um time que joga junto — incluindo parceiros
O que aprendemos com quem já passou por essa jornada
Durante o evento, tivemos a participação de executivos da Votorantim e da Eldorado Brasil, que compartilharam suas experiências em projetos de migração para o S/4HANA — reconhecidos entre os maiores da América Latina.
Sem entrar em detalhes técnicos, o ponto mais relevante não foi a tecnologia utilizada.
Foi a forma como essas organizações conduziram o processo.
Alguns aprendizados ficaram claros:
1. Projetos dessa escala não são de TI — são da empresa inteira
Um dos maiores riscos é tratar a migração como um projeto técnico.
Na prática, ela impacta processos, cultura, decisões e a forma como a empresa opera.
Por isso, o sucesso depende de:
- Engajar áreas de negócio desde o início
- Tornar o projeto relevante para além da TI
- Garantir comunicação constante entre todas as frentes
2. Liderança faz diferença — especialmente sob pressão
Momentos críticos fazem parte de qualquer transformação.
Prazos, riscos operacionais, decisões complexas.
Nesses momentos, a liderança deixa de ser conceitual e passa a ser prática:
- Direcionar com clareza
- Manter o time alinhado
- Tomar decisões mesmo sob incerteza
Durante o painel, essa conexão ficou ainda mais forte com a participação de Zetti, ex-goleiro campeão mundial, que trouxe uma perspectiva direta do esporte:
Estratégia aponta a direção. Quem faz acontecer é gente pronta para jogar.
3. Engajamento não acontece sozinho — ele é construído
Outro ponto recorrente foi a gestão da mudança.
Em projetos como esse, nem todos começam acreditando.
Resistência é natural.
O diferencial está em como a empresa trabalha isso:
- Comunicação clara e contínua
- Envolvimento ativo dos usuários
- Preparação do time para a mudança
Como foi discutido no evento:
Nem todos entram em campo acreditando — o papel do líder é trazer todos para o mesmo objetivo.
4. O papel do parceiro: entregar não é o suficiente
Um ponto crítico levantado foi a diferença entre:
- Um parceiro que executa
- E um parceiro que atua como parte do time
Em projetos dessa complexidade, o parceiro precisa:
- Entender o contexto do cliente
- Antecipar riscos
- Contribuir ativamente nas decisões
- Trabalhar junto, e não apenas entregar
No fim, é sobre pessoas
Talvez o maior insight da discussão tenha sido o mais simples — e ao mesmo tempo o mais negligenciado.
No final, projetos não são sobre sistemas.
São sobre pessoas.
Como resumido no encerramento:
Não é sobre sistemas, metas ou processos.
É sobre quem entra em campo e escolhe fazer acontecer.
Um tema que não pode ser ignorado
A migração para o S/4HANA é uma jornada inevitável para empresas que buscam continuar relevantes, eficientes e preparadas para o futuro.
Mas o que diferencia quem apenas migra de quem realmente transforma é claro:
- Um time engajado
- Liderança presente
- Execução em conjunto
E foi exatamente isso que exploramos no evento realizado pela Exed no SAP House — reunindo líderes de grandes organizações e diferentes perspectivas para discutir o que realmente faz esses projetos acontecerem.
Conclusão
Se existe um aprendizado comum entre empresas que tiveram sucesso nessa jornada, ele é direto:
Tecnologia é essencial.
Mas são as pessoas que definem o resultado.
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